Vim para Limoeiro (cidade) em 1940, o ano da chegada de Dom Aureliano Matos. Entrei então no Educandário Padre Anchieta, que funcionava na antiga Associação de Limoeiro [hoje NIT]. Fiquei na casa da tia Madalena, que exercia forte influência na minha educação. Lembro-me de alguns colegas, como o saudoso José Nilson Osterne, e de outros como Raimundo Saraiva, Antônio, filho de Deolindo Pereira, e Dr. Epifânio.
Não era menino rico, mas também não passava precisão. Tínhamos terras, carnaubais. Meu pai tirava renda da cera de carnaúba, do algodão, do feijão e do milho. Até nos piores anos nós tínhamos como escapar, pois ele conhecia a terra e sabia tirar dela o sustento. Mas a grande seca de trinta e um e trinta e dois não me sai da lembrança. Chorei de fome.
domingo, 21 de dezembro de 2008
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